Ex-jogador de basquete, um dos maiores atletas brasileiros na história, faleceu nesta sexta-feira (17), em São Paulo
A CBF lamenta o falecimento de Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro e mundial, ocorrido nesta sexta-feira (17). Oscar foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) em Santana do Parnaíba, São Paulo, após passar mal durante o dia. O ex-jogador chegou a receber atendimento médico mas não resistiu.
Oscar Daniel Bezerra Schmidt tinha 68 anos. Nasceu em Natal, capital do Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958. Seu primeiro clube foi o Cristal, de Brasília. Depois, defendeu equipes tradicionais do basquete brasileiro como Sírio, Palmeiras, Mackenzie, Corinthians e Flamengo, além de clubes da Itália, como Juvecaserta, e Espanha, como Forum Valladolid.
O “Mão Santa”, como ficou conhecido, chegou a ser selecionado pelo New Jersey Nets para jogar a NBA em 1984, mas recusou a proposta, já que, à época, atletas vinculados à liga norte-americana não poderiam defender seleções nacionais.
Pelo Brasil, Oscar liderou a icônica conquista do Pan-Americano de 1987, quando o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115 na final, em pleno solo americano. Defendendo a Seleção Brasileira de Basquete, Oscar conquistou ainda uma medalha de bronze no Mundial de 1987 e três ouros nos campeonatos Sul-Americanos de 1977, 1983 e 1985, além de diversas aparições em pódios de torneios internacionais.
O jogador era considerado o maior pontuador do basquete mundial, com 49.973 pontos, até 2024, quando foi superado por Lebron James. Em 20 de Agosto de 2010, Oscar foi selecionado para o Hall da Fama da FIBA. Ele também está nos Halls da Fama de Basquete dos Estados Unidos e da Itália.
O presidente da CBF, Samir Xaud, lamentou a partida precoce deste ícone do esporte brasileiro e manifestou solidariedade aos parentes e amigos de Oscar.
“Recebo com profundo pesar a notícia da morte de Oscar Schmidt, um dos maiores atletas que o Brasil já teve. Oscar, nosso Mão Santa, foi sinônimo de patriotismo, garra e talento. Foi um competidor incansável que honrou a camisa do Brasil como poucos. Sua dedicação ao basquete e ao país inspirou gerações e ajudou a construir a história do nosso orgulho nacional. Hoje, o Brasil se despede de um gigante, mas seu legado permanece vivo e seus exemplos seguirão conosco para sempre”, disse Xaud.
Oscar, que era irmão do apresentador Tadeu Schmidt, deixa a esposa, Maria Cristina Schmidt, e dois filhos, Filipe e Stephanie. Neste momento de dor e tristeza, a CBF se solidariza com seus familiares.
Fonte: Assessoria CBF
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