Entidade visitou as ruas, os bairros e os campinhos onde os 26 atletas da Seleção Brasileira deram seus primeiros dribles e marcaram seus primeiros gols
O objetivo da entidade foi ativar as memórias da infância dos jogadores. O livro e o filme, cuja duração é de cinco minutos, foram apresentados aos atletas, que se emocionaram ao lembrarem de onde começaram sua carreira até chegar ao mais alto nível do futebol mundial.
“Foi um vídeo significativo pra mim, sem dúvida. Penso que vamos vivendo tanta coisa no futebol e esquecendo a conexão e a essência com o nosso lugar, de onde viemos. Ver este vídeo foi muito gratificante para lembrar e ter este tipo de recordação”, disse Danilo Luiz, cujo primeiro campo de futebol foi o bairro Edgar Moreira, na cidade mineira de Bicas.
“É sempre bom relembrar onde tudo começou, Muitas vezes a gente só precisa de uma bola e um chinelo para jogar. Me lembrou da minha época no Engenho Novo, onde eu morava, e isso simboliza bastante para a gente. Às vezes ficamos tanto tempo fora de casa e das nossas origens que até esquecemos um pouco. Foi gratificante para todo mundo relembrar esses momentos maravilhosos da nossa infância”, completou Bruno Guimarães, um dos titulares desde criança do futebol no bairro Engenho Novo, no Rio.
CBF lança ‘26 Ruas’, projeto que resgata as raízes no futebol dos convocados para a CopaCréditos: Sam Robles/CBF
A produção reforça também a importância do futebol de rua para a história do futebol brasileiro. O prefácio do livro destaca que “o Brasil é o país do futebol porque o nosso solo é a várzea, é o campinho, é a esquina da Saudade – seja areia, mangue, asfalto ou terra” e que, em cada rua do país, “há uma criança fazendo de um beco o Maracanã. E deste filho és mãe gentil, Pátria amada”.
“Os maiores sucessos do futebol e do jogador brasileiro têm a ver com a improvisação que se aprende e se potencializa sempre nas ruas. Para mim, a conexão (entre o futebol brasileiro e o de rua) deve ser resgatada cada vez mais”, frisou Danilo Luiz.
“Fiquei muito feliz em ver a rua onde joguei muito ‘baba’, como se fala em Salvador, e brinquei muito com meus amigos. Tive boas lembranças quando vi as fotos e estou muito feliz de representar a minha comunidade. Espero que tenhamos mais jogadores brasileiros que venham das favelas e das comunidades, jogando futebol na rua, porque é de onde sai a malandragem e a alegria”, acrescentou Danilo Santos, craque do ‘baba’ na Fazenda Couto 3, em Salvador.















