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CBF inicia formalização do Programa de Arbitragem Profissional para 2026 e envia contratos a 72 árbitros

Assessoria CBF

Novo modelo garante salário fixo pago pela entidade, remuneração variável a partir da 6ª rodada do Brasileirão e inaugura etapa inédita de profissionalização da arbitragem brasileira, com seminário técnico na Granja Comary

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu início nesta sexta-feira (6) à formalização do Programa de Arbitragem Profissional (PRO) para a temporada de 2026 a partir do envio dos contratos para 72 árbitros, assistentes e árbitros de vídeo. A partir da assinatura, os árbitros passam a receber integralmente o salário fixo pela CBF já em março. A partir da 6ª rodada será implementada a remuneração variável, de acordo com o volume de partidas.

A entidade anunciou ainda o 1º Seminário Técnico da temporada, que acontecerá de 31 de março a 3 de abril, na Granja Comary.

O envio dos contratos para o time de arbitragem marca um avanço estrutural na gestão financeira da arbitragem do Brasil, e o cumprimento do compromisso do Grupo de Trabalho (GT) da Arbitragem com a valorização da categoria.

O novo modelo de contratação prevê ainda que o pagamento das taxas de arbitragem passe a ser pago pela CBF de forma integral, através do Fundo Anual de Desenvolvimento da Arbitragem, que contará com os valores recolhidos pelos clubes referentes às taxas variáveis de cada árbitro.

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, ao lado de Netto Góes, presidente do GT da ArbitragemCréditos: Junior Souza / CBF

Junto aos contratos, a CBF enviou ao time de arbitragem a programação para o 1º Seminário Técnico da temporada, a ser realizado na Granja Comary, entre 31 de março e 3 de abril. O seminário será composto por treinamentos físicos e técnicos, avaliações, aproximação de critérios de arbitragem, apresentação e capacitação em novas ferramentas tecnológicas e metodológicas, integração e padronização de procedimentos da arbitragem profissional.

Para o presidente do GT de Arbitragem, Netto Góes, trata-se de um avanço sem precedentes na arbitragem nacional.

“Neste seminário vamos falar também sobre as novas ferramentas tecnológicas que serão usadas pela arbitragem, como softwares de análises de desempenho e monitoramento, com viés educativo para aproximação de critérios, análises de lances. Então nosso modelo de profissionalização observa não só a remuneração, mas foca diretamente na capacitação da arbirtagem”, disse.

Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, considera este um momento histórico e muito esperado pela categoria.

“A profissionalização é algo que todas as gerações da arbitragem de futebol desejavam e sonhavam. Para nós na comissão e em todo o departamento de arbitragem da CBF, é a realização de um sonho, podermos proporcionar aos árbitros de futebol do Brasil a oportunidade de se profissionalizar e viverem da arbitragem, não somente viver para a arbitragem como todos fizeram até a presente data: fazer dela o seu principal sustento, ter previsibilidade de recebimentos, estabilidade e muito mais condições de aprimoramento e evolução”, disse.

Fonte: Assessoria CBF



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