Dirigente suíço promoveu uma série de transformações no futebol mundial, com globalização das competições, investimentos no futebol feminino, avanços na luta contra o racismo, entre outras medidas
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) parabeniza Gianni Infantino pelo aniversário de dez anos de seu mandato na presidência da FIFA, data celebrada nesta quinta-feira (26). Desde sua eleição em 26 de fevereiro de 2016, o presidente da entidade que comanda o futebol mundial tem realizado uma série de transformações em prol de todas as modalidades e categorias do esporte.
Ao longo desta década, o dirigente suíço expandiu e criou competições, reforçou o fomento no futebol feminino, investiu para o desenvolvimento do futebol em todas as 211 associações-membro em tecnologias como VAR e FVS, reformou as práticas de governança da instituição e se tornou um parceiro do Brasil e da CBF no combate ao racismo e à discriminação no esporte.
“A década de Infantino à frente da FIFA marcou um período de evolução e desenvolvimento, principalmente nos âmbitos esportivo, social e de governança. Ele tem sido um parceiro muito importante para o Brasil. Juntos, estamos trabalhando para organizar uma grande edição da Copa do Mundo Feminina aqui em nosso país e para que o futebol seja, ainda mais, uma ferramenta de transformação dentro e fora do campo”, destacou o presidente da CBF, Samir Xaud.
“As ações que Infantino implementou ao longo de seus dez anos na presidência da FIFA impactaram, de forma sem precedentes, todo o futebol mundial. CBF e FIFA estão alinhadas para seguir fomentando e modernizando o futebol”, completou Gustavo Dias, vice-presidente da CBF.
Entre as medidas mais recentes criadas pela FIFA, estão a Copa do Mundo de Clubes e a Copa dos Campeões Feminina. Os torneios revolucionaram o futebol mundial e foram um sucesso em termos de público, de repercussão e da performance das equipes, em especial dos clubes brasileiros, que protagonizaram grandes momentos. Em 2028, a entidade organizará ainda a primeira edição do Mundial de Clubes Feminino, com 16 times.
Samir Xaud e Gianni Infantino em encontro nos EUACréditos: Divulgação / Fifa
Confira as ações implementadas de Infantino na presidência da FIFA:
Copas do Mundo ainda mais globais
Neste ano, a Copa do Mundo masculina terá, pela primeira vez na história, 48 seleções participantes e três sedes (Canadá, Estados Unidos e México). Tem uma demanda sem precedentes, com 500 milhões de solicitações de ingressos na última fase de vendas.
Em 2027, o Mundial Feminino, que será realizado de forma inédita na América do Sul, no Brasil, será o último antes da ampliação do torneio de 32 para 48 seleções. A mudança foi feita a partir da edição de 2023, na Austrália e Nova Zelândia, onde o futebol feminino mostrou seu apelo e sua força em todo o planeta.
As Copas do Mundo Masculina e Feminina Sub-17 foram reformuladas, passaram a ser anuais e, até 2029, vão ocorrer no Catar e Marrocos, respectivamente. Além disso, houve incremento no número de participantes, contribuindo para a redução da diferença de desenvolvimento no futebol entre países: de 24 para 48 seleções, na edição masculina, e de 16 para 24, na edição feminina.
A Copa do Mundo Feminina Sub-20 também saltou de 16 para 24 participantes a partir da edição de 2024. No ano passado, a FIFA organizou a primeira Copa do Mundo Feminina de Futsal de sua história, conquistada pelo Brasil, nas Filipinas.
Futebol Feminino
Houve um investimento recorde na distribuição de premiações: US$ 152 milhões em 2023. O valor representa o triplo do que foi destinado em 2019 e é dez vezes maior do que em 2015. O nível de serviço para as jogadoras agora se iguala ao da Copa do Mundo masculina.
No total, 179 nações participaram das eliminatórias para a Copa de 2027, um aumento de 33,6% em relação a 2015.
Foram aprovados marcos regulatórios para proteger jogadoras em casos de gravidez, adoção e licença familiar.
Presidente da FIFA, Gianni Infantino, apresenta o troféu da Copa do Mundo dos ClubesCréditos: Leonardo Fernandez – FIFA/FIFA via Getty Images
Combate ao racismo
Em uma decisão histórica, a FIFA aprovou por unanimidade, em 17 de maio de 2024, a implementação do Gesto Antirracismo da FIFA. O movimento, que consiste em cruzar os braços na frente do peito de modo a formar um ‘X’, permite que jogadores, árbitros e atores de uma partida sinalizem a ocorrência de um ato racista.
Além disso, foram implementados protocolos antirracismo rigorosos e o Serviço de Proteção de Redes Sociais da FIFA para combater abusos online contra atletas.
Desenvolvimento do futebol
Desde 2016, o programa FIFA Forward contribuiu com mais de US$ 5 bilhões para o desenvolvimento do futebol em todas as 211 associações membro. Representa um aumento de sete vezes em relação ao período anterior a 2016.
Com estes recursos, por exemplo, seleções como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, estreantes na Copa do Mundo deste ano, melhoraram consistentemente seus ecossistemas de futebol. A CBF, por exemplo, utiliza parte desta verba para apoiar as seleções inclusivas: de futsal down, futsal nanismo, futebol para amputados e de futsal unificado das Olimpíadas Especiais.
A FIFA também apoia custos operacionais, projetos específicos (campos, centros técnicos, competições) e despesas de viagem/equipamento para seleções nacionais mais necessitadas. Sem esse apoio, 150 países membros não teriam futebol organizado por falta de recursos.
Lançado pelo ex-técnico francês Arsène Wenger, o sistema de Desenvolvimento de Talentos visa dar chances a jovens em todo o mundo, com a meta de estabelecer 75 Academias de Talentos da FIFA até o final de 2027.
A iniciativa Football for Schools conta com mais de 150 Associações Membro. Além disso, o projeto FIFA Arenas almeja criar 1.000 mini-campos em todo o mundo.
Samir Xaud, presidente da CBF, e Gianni Infantino, presidente da FIFACréditos: Tullio Puglia/FIFA
Tecnologia na arbitragem
O árbitro de vídeo (VAR) e a tecnologia de impedimento semiautomatizado revolucionaram o jogo. Até o momento, mais de 200 competições em 70 países utilizam soluções de VAR.
Além disso, a FIFA criou o Football Video Support (FVS), um sistema de replay mais econômico e acessível para ligas menores. Já foi usado, por exemplo, em Copas do Mundo de base.
Governança
Com uma política de governança reformada, a FIFA disponibilizou US$ 1,5 bilhão via Plano de Auxílio COVID-19 para apoiar o futebol global durante a crise. Criou também o programa FIFA Clearing House, voltado a aumentar a transparência nas transações financeiras e garantir que os clubes sejam recompensados por seu trabalho de formação de atletas. Ao todo, já alocou mais de US$ 500 milhões a 7.000 clubes formadores ao redor do mundo.















