Iniciativa levará informação e visibilidade a milhões de torcedores em todo o país sobre a Síndrome de Angelman, condição genética rara e ainda pouco conhecida
Pela primeira vez, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se une à Angelman Brasil em uma ação nacional de conscientização sobre a Síndrome de Angelman, uma condição genética rara e ainda pouco conhecida.
A iniciativa acontece durante a 3ª rodada do Brasileirão Betano 2026, com a exibição de um vídeo nos LEDs dos estádios, levando informação e visibilidade a milhões de torcedores em todo o país.
A ação integra as mobilizações do Dia Internacional da Síndrome de Angelman, celebrado em 15 de fevereiro, reforçando o papel do futebol como agente de transformação social, inclusão e acesso à informação.
Sobre o Dia Internacional da Síndrome de Angelman
O Dia Internacional da Síndrome de Angelman é comemorado anualmente em 15 de fevereiro e tem como objetivo ampliar a conscientização, promover o diagnóstico precoce e fortalecer o apoio às pessoas com Angelman e suas famílias.
A escolha da data tem dois significados importantes:
Fevereiro é reconhecido mundialmente como o mês das doenças e síndromes raras • O dia 15 faz referência ao cromossomo 15, onde ocorre a alteração genética associada à Síndrome de Angelman
Desde sua criação, a data mobiliza associações, famílias e instituições em diversos países.
Light It Blue: iluminar de azul para dar visibilidade
Uma das principais ações globais do Dia Internacional é o movimento “Light It Blue” (Ilumine de Azul).
A campanha convida pessoas e organizações a:
• Iluminarem monumentos, estádios e prédios públicos na cor azul • Vestirem roupas ou acessórios azuis
• Compartilharem mensagens de conscientização sobre a Síndrome de Angelman
O azul é a cor símbolo da síndrome e representa visibilidade, união e esperança. A participação da CBF, com a veiculação da mensagem nos estádios do Brasileirão, integra o Brasil a esse movimento internacional.
“O Dia Internacional da Síndrome de Angelman tem grande importância para o Brasil e o mundo, pois promove a conscientização sobre essa condição genética rara e fortalece a busca por avanços científicos e terapêuticos que melhorem a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas. Parcerias como essa com a CBF são fundamentais ao ampliar o alcance da informação por meio do futebol”, afirma Carol Aguiar, fundadora e presidente da Angelman Brasil e mãe de Liora, que vive com a síndrome.
Sobre a Síndrome de Angelman
A Síndrome de Angelman é uma condição genética rara que afeta principalmente o desenvolvimento neurológico. Ela ocorre devido a uma alteração no gene UBE3A, localizado no cromossomo 15 materno. A síndrome não é contagiosa e não está relacionada a fatores externos durante a gestação.
As principais características incluem:
• Atraso no desenvolvimento
• Pouca ou nenhuma fala
• Dificuldades motoras e de equilíbrio
• Epilepsia
• Deficiência intelectual
• Comportamento alegre, com sorrisos frequentes e forte interesse social
Por ainda ser pouco conhecida, a síndrome pode ser confundida com outras condições, como paralisia cerebral ou transtorno do espectro autista (TEA), o que pode atrasar o diagnóstico.
Quantas pessoas vivem com a Síndrome de Angelman?
A Síndrome de Angelman afeta cerca de 1 em cada 15 mil pessoas.
• Estimativa mundial: aproximadamente 500 mil pessoas
• Estimativa no Brasil: aproximadamente 13 mil pessoas
Esses números reforçam a importância de campanhas nacionais e internacionais de conscientização e informação.
Sobre a Angelman Brasil
A Angelman Brasil é uma associação sem fins lucrativos formada por famílias, voluntários e profissionais, dedicada a apoiar pessoas com Síndrome de Angelman, promover informação de qualidade, incentivar a pesquisa científica e defender direitos e políticas públicas.
A organização atua em todo o país por meio de ações educativas, eventos, campanhas de conscientização e apoio direto às famílias, além de integrar redes internacionais voltadas às doenças raras.
A parceria com a CBF representa um marco importante para ampliar a visibilidade da Síndrome de Angelman no Brasil, utilizando o alcance do futebol — uma paixão nacional — para promover conhecimento, inclusão e respeito.
Mais informações em: www.angelmanbrasil.org.br














