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Messi ganhará, com justiça, a oitava Bola de Ouro. Neymar, baterá palmas. Mais uma vez

ESPORTES R7

Messi já pode reservar espaço para sua oitava Bola de Ouro.

Enquanto Neymar vai completar dez anos sem ter seu sonho realizado.

Nada de ser o melhor jogador do mundo.

Seu companheiro de time, e a quem trata por irmão, será aclamado no dia 27 de fevereiro.

Os treinadores e capitães das seleções espalhadas pelo mundo, mais jornalistas e os internautas darão a cereja do bolo, na temporada espetacular de Messi.

Não no PSG, que acumulou mais um ano frustrante na Champions League de 2021/2022.

A Uefa já consagrou Benzema, na Bola de Ouro, premiação tradicional da France Footbal, e que levou em consideração o campeonato mais importante de clubes do planeta.

A Fifa, não.

Levará em conta no seu prêmio The Best, a Copa do Mundo do Catar.

E Messi foi o grande vencedor na conquista da Argentina.f

Conseguiu unir seu talento fabuloso com muita generosidade a uma equipe competitiva, vibrante e muito bem construída, de acordo com o adversário, pelo subestimado, Lionel Scaloni.

Neymar apostou tudo no Mundial.

Fez a melhor preparação das três Copas que disputou.

Apostou tudo porque sabia que seria a última que estaria ainda no auge da forma.

Ainda mais para ele, que ao contrário, por exemplo, de Messi, aproveitou e aproveita as suas folgas da maneira mais intensa possível.

Ele fez o que não é sua característica, abriu mão das farras e apostou tudo em uma dieta específica, treinamento intenso com seu preparador pessoal.

Conversou muito com Tite como fazer o time render o máximo. Ocupou o espaço de líder que estava aberto. Tentou como pôde incentivar seus companheiros. Principalmente os mais novos, como Rodrygo e Vinicius Junior.

Richarlison chorou tanto por Neymar como pela Seleção Brasileira, quando veio o fracasso no Catar, diante da previsível Croácia.

O camisa 10 da Seleção chorou demais com a eliminação.

Pelo time, sem dúvida, mas também por ele.

Sabia que jogou com dores contra a Croácia.

E o quanto a contusão diante da Sérvia o atrapalhou na Copa do Mundo.

Estava nítido, principalmente para nós, jornalistas, que tivemos acesso à zona mista, às entrevistas dele, após o jogo, no Catar, que ele havia entendido.

Mais uma vez ele não conseguiu ser o líder técnico, o jogador diferenciado que conseguiu fazer o Brasil campeão do mundo.

E outra vez, ele, que virou as costas ao Barcelona, para escapar justamente da sombra de Messi, se via encoberto pelo gigante argentino, que realmente adora como parceiro no futebol. A amizade começou ainda na final do Mundial de Clubes em 2011, quando Neymar estava no Santos que foi humilhado pelo Barcelona de Messi e Guardiola.

Neymar foi além no envolvimento com Felipão em 2014 e mesmo com Tite, em 2018. Percebeu o quanto foi egoísta na Rússia. Além de suas simulações exageradas, tolas, que viraram piada no mundo. Mas para os europeus, não passaram de tentativas de enganar os árbitros. O que é visto como tentativa de burlar as regras do futebol. Fingir. Fora os chiliques com os juízes.

A imagem de Neymar, apesar do seu enorme talento, é muito ruim na imprensa europeia, que domina as votações para melhor do mundo. Tanto para a revista France Football como na Fifa.

Messi, não.

Ele conseguiu criar uma aura de admiração que é universal.

Com sua técnica incrível, mas também pelo seu comportamento. Reclamações são raras, mas acontecem. Simulações, provocações aos adversários, chiliques com os árbitros, não.

O que já faz uma diferença enorme.

Mais do que sonhar com a oitava bola de ouro, Messi desejava algo que parecia irreal, impossível: fazer com que os argentinos o admirassem tanto quanto Maradona.

Sua carreira é muito mais vitoriosa, incrível.

Mas as grandes conquistas eram ‘provincianas’, se restringiam ao Barcelona. Por mais que tenha vencido Champions League e Mundiais.

O argentino comum, tão carente com problemas gravíssimos com a economia, com a violência, com a desigualdade, queria ter alegria com Lionel com a camisa da sua seleção.

E, depois de chegar a anunciar que não mais jogaria pela Argentina, Messi renasceu com Scaloni. O treinador conseguiu que o jogador deixasse de ser estrela internacional. O fez compreender que o país precisava dele como patriota.

Scaloni também fez com que os demais jogadores reverenciassem, jogassem por e para Messi. Os esquemas táticos mudavam de acordo com os adversários. E neles o camisa 10 era sempre privilegiado. Ou jogando pela direita. Ou como falso centroavante. Ou como meia, do meio para a esquerda, como ama jogar.

Esse casamento se consolidou em pleno Maracanã, com a conquista da Copa América, diante do já desesperado e desmontado time de Tite, em uma prévia do que aconteceria no Catar. Equipe sem a menor estrutura psicológica para manter um plano tático pré-estabelecido.

Messi sentiu na pele, no sangue, na boca, o gosto de ser campeão com a Argentina.

E com esse sede para que a sensação se repetisse, se desdobrou no Catar.

Foi um craque com espírito nacionalista, colocando a honra argentina em cada dividida, em cada arrancada. Jogou de forma inteligente, aos 35 anos.

Foi no seu máximo, empurrado por esquemas que o favoreciam. E por companheiros maravilhados por jogarem ao seu lado.

Na final contra a França, o mundo virou argentino.

A festa nas tribunas do estádio Lusail com a conquista de Messi foi universal.

Até mesmo jornalistas franceses bateram palmas ao argentino.

Foi a vitória do futebol, ele não poderia terminar a carreira sem ser campeão mundial.

E foi.

Garantiu o título.

E também a oitava Bola de Ouro.

Vai recebê-la no dia 27 de fevereito.

Quanto a Neymar, terá de aplaudir mais uma vez…

Fonte: ESPORTES R7



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