Filipe Gimenes de Freitas

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Tenho Passado Mal com a Minha Indignação! E Agora ?

Filipe Gimenes de Freitas

Muitos de nós têm nutrido um sentimento de indignação diante de injustiças e impunidade. Por isso, muitos sequer têm conseguido trabalhar ou seguir em frente ao assistir vídeos e mensagens de escândalos sem fim.
Ora, não devemos ficar alienados à realidade e nem fazer vista grossa para barbáries. Mas será que permanecer indignado não nos faz mal?
Quem está indignado nesse momento sabe que existe uma revolta interna capaz de gerar uma raiva incontrolável. E além do desequilíbrio emocional, essa somatização costuma trazer dores de estômago, de cabeça, falta de apetite, insônia e etc.
Assim, não deveríamos sentir a indiferença ou a frieza de um egoísta e nem a indignação ou a revolta de um passional. Então como devemos agir?
Um caminho pode ser a compreensão dos mundos MACRO e MICRO, pois não podemos e nem conseguimos mudar o mundo e as pessoas, porque constituem o macro, que está fora de nosso controle.
No entanto, o micro é o nosso mundo interior e o que podemos fazer à nossa volta partindo de nós para familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
Portanto, se eu tenho sede de justiça, só posso fazer algo pelo meu mundo micro, nas minhas relações, me pautando em atitudes que passem pelo crivo da imparcialidade e a balança do bom senso.
É humano ficar indignado com roubalheira, malandragem, crueldade, má-fé e etc., contudo, com o passar dos dias, precisamos, para a própria saúde mental, voltar a focar em nosso mundo micro.
Na obra que escrevi, Cristão do Terceiro Milênio, cito um Bispo Anglicano do séc. XII, que deixou gravado em seu túmulo na Abadia de Westminter os seguintes dizeres:
“Quando eu era jovem e livre, sonhava em mudar o mundo. Na maturidade, descobri que o mundo não mudaria. Então resolvi transformar meu país. Depois de algum esforço, terminei por entender que isto também era impossível. No final de meus anos, procurei mudar minha família, mas eles continuaram a ser como eram. Agora, no leito de morte, descubro que minha missão teria sido mudar a mim mesmo. Se tivesse feito isto, eu seria capaz de transformar minha família. Então, com um pouco de sorte, esta mudança afetaria meu país, e quem sabe, o mundo inteiro”.

Fonte: Filipe Gimenes de Freitas



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