Filipe Gimenes de Freitas

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Porque Ainda Fazemos o Bem?

Filipe Gimenes de Freitas

Esses dias me questionaram o porquê de continuar num projeto social com jovens que debochavam de nossas falas, que ficavam indiferentes à reflexão proposta e que pareciam achar tudo muito sem graça.
Mas a única resposta que vinha ao meu coração era a de continuar trabalhando. Assim, num novo encontro, havia jovens desinteressados, alguns que prestavam atenção e poucos que tinham uma linguagem corporal positiva.
Dentre as mensagens trazidas no encontro, foi citada a frase do pensador Confúcio: “- Escolha um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.” Assim, um dos voluntários relatou que um primo seu era advogado de uma grande empresa, mas abandonou tudo para ser mecânico de carros de arrancada. Ele disse que achou loucura na época, mas anos depois compreendeu que o seu primo não seria feliz caso não tivesse prazer em seu ofício.
Depois desse testemunho, um menino abre um sorriso marcante e com um brilho diferente no olhar diz: – Já sei! Eu quero ser mecânico! Nesse instante alguns colegas riem, mas eu o encorajo dizendo: – Que bom que descobriu algo que goste e poderá desenvolver seu talento.
Por isso, o trabalho no bem nos trará momentos de desânimo em que nada do que fazemos parece vingar, mas lembremo-nos de nosso maior exemplo, Jesus, que tinha 500 seguidores iniciais, depois 70 e por fim apenas 12; e mesmo assim, um Lhe traiu, outro Lhe negou 3 vezes e o restante dispersou-se nas horas de Seu cilício.
Mas o que somos além de semeadores? E o Cristo nos mostrou que o Seu plantio começou a render frutos somente após a Sua partida, através do arrependimento de Pedro, da fé fortalecida de João, da redenção de Maria Madalena e da transformação de muitos corações anônimos. Porém o Cristo jamais demonstrou desânimo enquanto semeou por aqui, mesmo sabendo que a grande maioria nunca quis ouvir Suas palavras ou receber o Seu amor.
Assim, no último encontro com os jovens, é como se a minha consciência me abrisse os olhos dizendo:
– Renda graças ao Senhor, meu filho, por poder ver uma das sementes germinar prontamente, porque os verdadeiros semeadores do amor plantam na fé de que, somente na hora de Deus, elas germinarão!

Fonte: Filipe Gimenes de Freitas



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